segunda-feira, 25 de outubro de 2010


Através do Decreto-no.298 de 25 de julho de 1980 no Art. 1o., fica criado o Jardim de Infância , no Bairro Vista Alegre, denominado ¨FLOR DO CAMPO¨,iniciando suas atividades nas dependências da Escola Lucinda Maros Pscheidt até a data de 27 de novembro de 2000. A partir desta data devido à falta de espaço físico onde estava atuando, o Jardim de Infância Flor do Campo foi transferido para as dependências do C.A.E.(Centro de Atendimento ao Estudante) localizado na rua Waldemar Werner, 420 no mesmo bairro.
O C.M.E.I. Flor do Campo atende crianças de 04 meses a 3 anos de idade completos ou a completar até primeiro de março, oferecendo ensino de nível de Berçário, Maternal, Nível I e Nível II, visando desenvolver plena e globalmente todas as potencialidades inerentes aos seus educandos.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Acessibilidade: Esse Negócio Tem Futuro?

Quando Tudo Ainda é Pouco.
Por: Lêda Lucia Spelta.
Abril 2007

I - A Viagem
Quando eu ainda estudava no curso primário, li um pequeno texto, do qual não me lembro o autor, mas cujo conteúdo nunca esqueci. Tratava-se de uma tentativa de descrição dos seres humanos, feita por um viajante espacial de outro planeta. A descrição propriamente dita não me causou grande impacto; para ser sincera, até achei que o autor foi pouco criativo. O que me impressionou mesmo foram as alusões que ele fazia à pobreza de sons, cores e dimensões do nosso planeta.

Aquela foi a minha única, porém valiosa, viagem espacial. Naqueles poucos minutos, enquanto o meu corpo franzino de pré-adolescente jazia sentado na carteira do grupo escolar de um modesto subúrbio carioca, a minha mente viajou, por bilhões de anos-luz, para outros planetas, outras estrelas, outras galáxias... E se aquilo fosse verdade? Não importava o que a ciência podia comprovar, mas a possibilidade de pensar em realidades totalmente diferentes daquelas imagináveis dentro dos limitados parâmetros construídos a partir das nossas paupérrimas experiências terrestres.

Poucos anos mais tarde, descobri que não precisava sair do nosso planeta, nem mesmo do meu medíocre subúrbio, para estar completamente cercada por fenômenos que transcendiam a capacidade de compreensão do ser humano e viver bombardeada por estímulos que ultrapassavam largamente a capacidade de percepção dos nossos limitados cinco sentidos.

II - O Misterioso Planeta Terra
Para começar, a planície mais plana em que caminhamos não é plana, pois faz parte da superfície arredondada de uma quase esfera com 12.700 km de diâmetro, que é a Terra; e quando paramos para descansar, não ficamos parados, pois a Terra está sempre se movendo (ainda bem, caso contrário ela deixaria sua órbita de 365 dias e 6 horas e faria um mergulho de 150 milhões de quilômetros até cair no Sol).

Nossa brilhante e delicada Lua não tem brilho próprio nem delicadeza, pois é apenas uma grande esfera opaca, árida e rochosa, cujo diâmetro é cerca de 1/4 do diâmetro da Terra.

A imensa diversidade de sons que ouvimos não é mais do que uma fatia dos sons existentes (que vai dos 16 aos 20.000 Hertz de freqüência) , da qual não fazem parte muitos sons conhecidos, como, por exemplo, as ondas de rádio, os sons do radar e da ultra-sonografia. Além disso, para entrar na fatia perceptível, o som não pode ter menos que uns 5 decibéis de intensidade.

O maravilhoso espectro de cores do arco-íris que vemos só abrange as freqüências do vermelho ao violeta, deixando de fora todo o resto, como por exemplo, o infravermelho e o ultravioleta. Sem falar nos raios X e na radioatividade, que atravessam o nosso corpo sem que tenhamos conhecimento do que está acontecendo. Aliás, até para perceber as ondas de energia emitidas pelo nosso próprio cérebro, precisamos de um aparelho de eletroencefalografia.

O nosso corpo está cercado e é freqüentemente invadido por minúsculos seres que não conseguimos perceber: os vírus e bactérias, cujo tamanho se mede em mícron, que é um milésimo de milímetro.

As substâncias mais sólidas e compactas e as superfícies mais lisas e contínuas, como barras de ferro e portas de vidro, não são nem compactas nem contínuas, pois são constituídas por ínfimas porções de matéria, separadas por espaços vazios proporcionalmente gigantescos, como nos explicam os físicos a respeito dos átomos e moléculas. E, apesar de não percebermos nada disso, não duvidamos deles!

III - Nossos Pobres Sentidos
Pois bem, com uma realidade desta, se o ser humano não consegue perceber o que está acontecendo aqui, debaixo do seu nariz, o que é que eu ia fazer nas estrelas? Fosse ou não a coisa por lá diferente e deslumbrante, nossos grosseiros sentidos humanos iriam captar o que?!

Nossos olhos não conseguem perceber os lentos movimentos das nossas próprias unhas crescendo, nem mesmo os movimentos muito mais rápidos do desabrochar de uma rosa; e nem sequer se dão conta de que os movimentos dos nossos ídolos no cinema não são movimentos, são uma farsa montada com uma série de imagens estáticas. Nossas mãos não são capazes de detectar que estão cobertas de bactérias, nem percebem o quão ôcas são as vigas de aço, concreto e ferro que sustentam os prédios em que moramos e trabalhamos.

Mas o que tem tudo isso a ver com o tema deste artigo?

IV - Afinal, o Que é Acessibilidade?
Infelizmente, nada disso tem relação alguma com acessibilidade, ao menos por enquanto. Nós, que julgamos entender alguma coisa de acessibilidade (felizmente esse grupo está crescendo), falamos nos direitos de igualdade, cidadania e independência de velhinhos, grávidas, deficientes e pessoas que usam dispositivos esdrúxulos, ou se encontram em ambientes diferentes; falamos em leis, diretrizes e padrões nacionais e internacionais. Os mais aplicados dentre nós estudam usabilidade, Universal Design, padrões Web, WCAG, DAISY, normas ANSI, NISO, ISO, ABNT... Quando focamos nos resultados, falamos na ampliação do universo de clientes e usuários, que pode ser alcançada com a conquista desta grande fatia de mercado, formada por toda essa gente diferente.

Como vemos, em todos estes enfoques, a acessibilidade aparece como algo que tem a ver com pessoas que têm alguma deficiência ou necessidade especial. Mas será que acessibilidade é mesmo "só" isso?

V - Mudando Paradigmas
Não que isso seja pouco, não me interpretem mal, por favor... O que temos a fazer não é pouco, nem em quantidade de trabalho, nem em relação à qualidade de vida alcançada pelos seus resultados, nem quanto ao montante de negócios que podem ser gerados. é muito, muitíssimo! O que me parece inadequado e totalmente insuficiente não é o nosso trabalho, é a nossa perspectiva.

Vou tentar me explicar através de um exemplo. Não sei quem inventou o termo "ajudas técnicas". Se soubesse, prestaria aqui minha homenagem; esse conceito representa uma grande ajuda em discussões técnicas, pois funciona como um poderoso coletivo de toda a parafernália criada pela tecnologia, para ajudar pessoas com deficiências. Até aqui, tudo bem. Porém, um dia desses fui ao Jardim Botânico fazer uma visita guiada por um ornitólogo, para apreciar e entender alguma coisa sobre passarinhos. Como era de se esperar, algumas pessoas levaram lunetas; o próprio Jardim Botânico tem lunetas para emprestar. E foi aí que eu fiquei pensando... Por que não chamamos estas lunetas de "ajudas técnicas"? Só porque não são usadas por pessoas deficientes?

Portanto, para definir algum artefato como ajuda técnica, precisamos, antes, saber quem o está utilizando. Se for uma pessoa com deficiência, então é uma ajuda técnica; caso contrário, não é. Em termos de políticas públicas, esta separação pode ser bastante útil, pois precisar de uma luneta para ver passarinhos é muito diferente de precisar de uma luneta para conseguir ler o que o professor está escrevendo no quadro a três metros de distância.

Mas será que isto basta para compreender o problema?

VI - Incapacidade X Deficiência
Definições como a de "Ajudas Técnicas" pressupõem uma clara separação das pessoas entre deficientes e não deficientes. Mas, na prática, como é que se faz esta separação?

Por exemplo, mesmo que uma pessoa seja totalmente cega de um dos olhos, se tiver visão "normal" no outro olho, não será considerada uma pessoa com baixa visão e não terá direito às ajudas e benefícios concedidos às pessoas com deficiências, pois, da maneira como nossa sociedade está organizada, esta pessoa continua podendo usar a visão para realizar atividades essenciais, tais como ler e se locomover. Imagino que, se a nossa principal atividade fosse a caça, talvez essa pessoa tivesse que ser considerada deficiente. Por outro lado, se as nossas placas e livros fossem escritos com letras maiores, menos pessoas seriam classificadas como deficientes visuais.

Quero dizer com isto que a deficiência e o seu grau de severidade dependem das atividades e dos recursos disponíveis em cada cultura. Os testes para avaliar uma deficiência visual, por exemplo, consideram o melhor olho, após a aplicação da melhor correção optica possível.

é por isso que a CIF sabiamente diferencia os conceitos de "desvantagem" (handcap), "incapacidade" (disability) e "deficiência" (impairement), já que uma deficiência pode ou não causar uma incapacidade (dependendo do indivíduo e dos recursos disponíveis) e uma incapacidade pode ou não causar uma desvantagem (dependendo do contexto social). Por exemplo, uma pessoa que não tem uma das mãos (deficiência), dependendo de características individuais e dos recursos disponíveis, pode ter dificuldade ou não conseguir realizar tarefas da vida diária (incapacidade) e, dependendo do contexto social, pode ter dificuldade para encontrar um emprego (desvantagem). Quando desconsideramos esta perspectiva, saímos por aí rotulando as pessoas, como se o problema estivesse nelas e não na sua interação com o meio em que vivem.

Estamos criando um mundo extremamente hostil a uma grande quantidade de pessoas, porque elas não se encaixam em determinados padrões. E então saímos rotulando gente e tentando criar mecanismos compensatórios, para tentar consertar o que já começou errado; sem falar naqueles indivíduos desajustados que ficam sem "rótulo", por falta de sensibilidade humana e competência diagnóstica.

Como disse certa vez uma grande amiga (que não é deficiente), acerca da minha deficiência visual: "Você, pelo menos, tem uma deficiência que está aparente e, portanto, pode lutar para que ela seja respeitada e levada em consideração; porém, o que fazer, quando a gente tem alguma incapacidade que gera uma dificuldade para lidar com as coisas deste mundo, se esta dificuldade não tem um diagnóstico e não está aparente?"

Quando será que vamos parar de segregar as pessoas desta maneira, num total desrespeito às suas peculiaridades, necessidades e potencialidades individuais?

VII - Acessibilidade para Todos
Todos temos limitações visuais (ou não precisaríamos de lunetas, microscópios e telescópios), limitações auditivas (ou não teríamos amplificadores e estetoscópios), limitações da fala (ou dispensaríamos tradutores e intérpretes), limitações da locomoção (ou não existiriam carros, navios e aviões), limitações da motricidade (ou não inventaríamos ferramentas com cabos compridos, extensores, ganchos, prendedores, acionadores, dispositivos de segurança), limitações de comportamento (ou não haveriam atenuantes legais para crimes realizados em situações de stress ou de forte impacto emocional).

No dia em que cada ser humano tiver a exata noção da magnitude das suas próprias limitações, a nossa especialidade deixará de existir. Neste dia, quando alguém falar em acessibilidade, ninguém mais vai pensar num monte de gente esquisita, vivendo de maneira excêntrica. Acessibilidade fará parte do currículo de todas as profissões, será coisa do dia-a-dia de todas as pessoas e especialistas em acessibilidade e usabilidade seremos todos!

VIII - Epílogo
Este artigo é dedicado a todos vocês, que tiveram a paciência de chegar até aqui; e muito especialmente à amiga Rosa Nobre, que não é deficiente nem tem diretamente nada a ver com acessibilidade, mas que há pouco tempo me falou o seguinte:

"Existe tanta coisa neste mundo que a gente não consegue perceber... Quem tem todos os sentidos já tem tão pouco, imagina quando falta algum?!"

Fonte: (www.acessodigital.net).

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ser Professor....

É buscar dentro de cada um de nós
forças para prosseguir, mesmo com toda pressão,
toda tensão, toda falta de tempo...
Esse é nosso exercício diário!
Ser professor é se alimentar do conhecimento
e fazer de si mesmo janela aberta para o outro.
Ser professor é formar gerações, propiciar o
questionamento e abrir as portas do saber.
Ser professor é lutar pela transformação...
É formar e transformar,
através das letras, das artes, dos números...
Ser professor é conhecer os limites do outro.
E, ainda assim, acreditar que ele seja capaz...
Ser professor é também reconhecer que
todos os dias são feitos para aprender...
Sempre um pouco mais...
Ser professor
É saber que o sonho é possível...
É sonhar com a sociedade melhor...
Inclusiva...
Onde todos possam ter acesso ao saber...
Ser professor é também reconhecer que somos,
acima de tudo, seres humanos, e que temos licença para rir, chorar,
esbravejar.
Porque assim também ajudamos a pensar e construir o mundo.
Todos os dias do ano são seus, professor!
Parabéns!

Fonte: Jornal AconteeCendo, nº. 22, Setembro de 2001

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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

CARTA DE UMA CRIANÇA ÍNDIGO A UM PROFESSOR



'Olá e obrigado por ler a minha carta.

Eu sou aquela criança que normalmente não pára quieta na carteira, e a quem está sempre a dizer para se calar. É que, às vezes, eu entendo as coisas antes do Senhor acabar de explicar a matéria e, se tem de repetir, aborreço-me.

Às vezes posso ser muito mal-educado ou explosivo para chamar a atenção. Gosto de falar de temas que o senhor "acredita" não serem para a minha idade. Está sempre a dizer aos meus pais que não consigo aprender, no entanto, se alguma coisa me interessa aprendo facilmente, mas quando já tenho conhecimentos suficientes ponho de lado porque me aborreço.

Não contesto a autoridade, mas o entendimento e as explicações. Aprendo por imitação: o seu exemplo para mim é muito importante. Segundo o senhor, estou sempre a transgredir as normas e a criar outras. Sou esse génio em "potência" que se se concentrasse em algo seria melhor...

Os meus pais levaram-me ao médico e dizem que tenho ADHD, uma coisa chamada "Deficiência de Atenção com Hiperactividade", e isso quer dizer que não paro quieto, não posso prestar atenção durante muito tempo, distraio-me facilmente e, além disso, sou hiperactivo.

O médico queria que eu tomasse Ritalin (a minha mãe recusou dizendo que as anfetaminas criam toxicodependentes). Então, ela investigou e, agora, faço coisas que direccionam a minha energia (desporto, artes marciais, Tai-chi, Yoga), e evita dar-me alimentos com açúcar ou glucose e sinto-me mais calmo.

Não gosto que me tratem como criança, talvez saiba menos de certas coisas, mas isso não significa que não saiba. Estou no meu processo.

Dê-me mais tempo para assimilar as coisas, pois aprendo de maneira diferente.

Se eu não aprendo de uma forma tradicional... porque usa sempre a mesma maneira? Quem sabe se fosse um método mais prático?

Estou sempre a perguntar... porquê? Isso não quer dizer que o estou a pôr à prova, tenho somente curiosidade. Se não souber a resposta diga-me. Não seja evasivo, guie-me para eu encontrar a resposta.

Gostaria que me incluísse quando tomasse decisões que me afectam, não sou simplesmente mais um aluno.

Gostaria que reconhecesse que sou diferente e não que me classificasse como diferente.

Não sou nem mais nem menos que o senhor. Se me explicasse para que serve o que estudamos e que para conseguir certas coisas preciso de disciplina, reagiria de maneira diferente.

Quando não me conseguir concentrar faça alguma actividade para me distrair: um jogo, música, dança... Mas não grite comigo.

Sei que muitas vezes se desespera na sala de aula pois nenhum de nós lhe presta atenção. Já se preocupou em saber o que realmente nos interessa?
Despeço-me com Amor José Manuel'

(Este texto foi escrito por José Manuel Piedrafita Moreno, Educador e Índigo Adulto. É livre de usar e divulgá-lo desde que não altere integral ou parcialmente, incluindo os créditos)

 www.universodeluz.net/modules.php?name...

CARTA DE UMA CRIANÇA DO MATERNAL


"Quando estou construindo com blocos no quarto de brinquedos ,
Por favor, não diga que estou apenas brincando,
Porque enquanto brinco, estou aprendendo sobre equilíbrio e formas.
Quando estou me fantasiando,
Arrumando a mesa e cuidando das bonecas.
Por favor, não me deixe ouvir você dizer ele está apenas brincando.
Porque enquanto eu brinco, eu aprendo.
Eu posso ser mãe ou pai algum dia.
Quando estou pintando até os cotovelos,
Ou de pé diante do cavalete, ou modelando argila,
Por favor, não diga que estou apenas brincando,
Porque enquanto eu brinco, eu aprendo.
Estou expressando e criando
Eu posso ser artista ou inventor algum dia.
Quando estou entretido com um quebra-cabeça ou com algum brinquedo na escola,
Por favor, não sinta que é um tempo perdido com brincadeiras.
Porque enquanto brinco, estou aprendendo.
Estou aprendendo a me concentrar e resolver problemas.
Eu posso estar numa empresa algum dia.
Quando você me vê aprendendo, cozinhando ou experimentando alimentos.
Por favor, não pense que porque me divirto, é apenas uma brincadeira.
Eu estou aprendendo a seguir instruções e perceber as diferenças.
Eu posso ser um chefe algum dia.
Quando você me vê aprendendo a pular, saltar, correr e movimentar meu corpo.
Por favor, não diga que estou apenas brincando.
Eu estou aprendendo como meu corpo funciona.
Eu posso ser um médico, enfermeiro ou um atleta algum dia.
Quando você me pergunta o que fiz na escola hoje.
E eu digo: eu brinquei.
Por favor, não me entenda mal.
Por que enquanto eu brinco, estou aprendendo.
Estou aprendendo a ter prazer e ser bem sucedido no trabalho.
Eu estou me preparando para o amanhã.
Hoje, eu sou uma criança e meu trabalho é brincar."

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

SOCIESC lança Régua da Inclusão

Sociesc lança Régua da Inclusão
Produto inovador desenvolvido em Joinville é voltado aos deficientes visuais e tem como foco a inclusão
Meta é distribuir produto em todo o Brasil

Um projeto do Instituto Superior Tupy (IST), da Sociedade Educacional de Santa Catarina (Sociesc), em Joinville, aproxima a comunidade acadêmica dos deficientes visuais. Trata-se da "Régua da Inclusão", projeto inovador desenvolvido pelos acadêmicos dos cursos de Engenharia de Produção Mecânica, Tecnologia em Design de Produto, Engenharia de Plásticos e Mestrado em Engenharia de Produção sob coordenação da professora Eliane Mafra.
O projeto consiste em um instrumento multifuncional de caráter pedagógico planejado e adaptado, que visa auxiliar o processo de ensino, ajudando a proporcionar melhores condições de aprendizagem e independência às pessoas com deficiência visual. Como objeto auxiliar neste processo, tem como resultado viabilizar a autonomia e a integridade do indivíduo. Entre os principais resultados está o benefício direto de 100 crianças e adultos da Casa da Inclusão de Joinville e da Associação Joinvilense de Integração do Deficiente Visual (Ajidevi). O produto, patenteado pela Sociesc, é pioneiro no Brasil e chama a atenção por unir a teoria e a prática acadêmica à responsabilidade social.
A meta é produzir massivamente as Réguas da Inclusão e ampliar a distribuição das mesmas - gratuitamente - pelo Brasil, ampliando o número de jovens e adultos beneficiados com o produto, melhorando a qualidade de vida da população com deficiência visual severa. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstram que a população de deficientes visuais no Brasil chega a 16,6 milhões.
A Régua da Inclusão será apresentada aos profissionais de imprensa no dia 26 de agosto, quinta-feira, às 9horas, na Sociesc, campus Boa Vista, em Joinville, na sala A3 (no primeiro bloco, próximo à portaria principal e anfiteatro).
O lançamento oficial do produto, com a presença de autoridades, profissionais que atuam em áreas de responsabilidade social e representantes da Associação Braille de Joinville ocorre no dia 27, sexta-feira, a partir das 17 horas, no Congresso de Inovação Tecnológica (Cintec) Plásticos, que ocorre em paralelo à Interplast 2010, no Complexo da Expoville.
A Sociesc
Com mais de 50 anos de ensino, pesquisa e extensão para a comunidade, a Sociesc é detentora de um grande know how na prestação de serviços de gestão, tecnologia e engenharia, a Sociesc tem como diferencial uma das maiores infraestruturas tecnológicas no país. São mais de 130 laboratórios especializados nas áreas de ferramentaria, fundição e tratamento térmico que proporcionam soluções para a indústria e negócios. Como parte da Sociesc, o Instituto Superior Tupy de Joinville, oferece 28 cursos de nível superior nas mais diversas áreas do saber, bem como cursos de pós-gradução lato e stricto sensu (Mestrado Profissional em Engenharia mecânica e Engenharia de Produção).
A Sociesc também é pioneira em Santa Catarina na parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e oferece - no Estado - cursos de graduação em Administração e em pós-graduações nas mais diversas áreas do conhecimento numa associação forte e promissora. Mais informações em www.sociesc.org.br.
Serviço:
O quê: Apresentação do projeto Régua da Inclusão / Quando: 26/08, quinta-feira, às 9 horas/ Onde: sala A2 da Sociesc Boa Vista (primeiro bloco, próximo à portaria principal e anfiteatro).
Fonte: Assessoria de Comunicação Sociesc.
www.sociesc.org.br.